O FIM DO YOUTUBE?
O argumento da Viacom é o de sempre: violação de direitos autorais. O conglomerado de mídia contabilizou mais de 160.000 vídeos no YouTube que contém imagens de seus canais. A política do YouTube é de retirar do ar qualquer vídeo depois de ser notificado pelo reclamante. Afinal, o site não pode identificar automaticamente o que vai ao ar, uma vez que o conteúdo é provido pelos usuários, não pelo site. O YouTube apenas fornece espaço de internet para os vídeos.
Mas, pelo visto, a intenção da Viacom é mesmo fechar o site. Ela alega que o modelo de negócios do YouTube é "claramente ilegal e em óbvio conflito com as leis de copyright", uma vez que fatura publicidade em cima de "conteúdo não-autorizado". Se a Viacom ganhar, é mesmo o fim do YouTube. Depois, nada impede que outros abram processos idênticos. Aí pode ser a MGM, a Disney, a Rede Globo ou mesmo o Fernando vanucci, que protagonizou aquele vídeo em que aparece completamente vovozinha. E não é só o YouTube que fecha, é todo um modelo de troca de vídeos via internet. Afinal, se o YouTube for derrubado, o DailyMotion continua no ar? E quem vai ter coragem de fazer outro site de trocas de vídeos, podendo tomar um processo de 1 bilhão de dólares?
Pode ser o fim. Ou o YouTube faz como o Napster: vende conteúdos que os próprios conglomerados colocam lá. Vira uma lojinha virtual.
Quando a piranha da Cicarelli e seu namorado "homem-alga" fecharam o acesso do YouTube no Brasil, uma penca de manifestates foram fazer barulho em frente à MTV e pregaram o boicote ao canal. Foi um alvoroço. Mas a Cicarelli é só uma monga contratada pelo canal. Agora, quem ameaça o YouTube são os donos da MTV. Vale um protesto bem maior e muito mais ruidoso. A não ser que os manifestantes achem que a Cicarelli dá mais ibope que a Viacom.









O filme campeão do Festival de Cinema de Brasília foi “Baixio das Bestas”, do pernambucano Cláudio Assis. Na hora da premiação, levou mais vaias que aplausos. Teve gente que achou trash, sórdido, que fetichiza a violência. A imprensa ficou com “polêmico”. É tudo isso, mas antes de serem atributos do filme, são atributos da realidade que o filme quer mostrar, a Zona da Mata de Pernambuco, onde se vive de cortar cana, beber, tocar maracatu e putaria. Putaria da grossa e sem limites.
A revista Veja dividiu o Brasil em dois. Um que “busca a riqueza e o crescimento”, outro “arcaico e clientelista”. Um que está no Sul e Sudeste, outro no Norte e Nordeste. Um que vota em Alckmin, outro em Lula. Simples assim.




